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Bastidores da Perícia | A ida ao Fórum

Quem atua há mais tempo na perícia, na advocacia ou no Judiciário, certamente se lembra (ou já ouviu histórias) de como era a rotina dos processos 100% físicos. Peticionamentos impressos, capas gastas, dezenas de volumes…


Peritos e Partes precisavam ir presencialmente aos cartórios dos foros para retirar ou devolver processos — muitas vezes utilizando carrinhos, dada a quantidade de pastas envolvidas 🛒📚. 

Era comum organizar visitas ao fórum apenas para:

  • Consultar documentos;
  • Protocolar manifestações;
  • Conferir prazos;
  • Buscar ou devolver volumes processuais.

Um trabalho que demandava tempo, logística, deslocamento, gastos (nem sempre reembolsáveis) e planejamento, além dos riscos naturais de extravio ou danos aos autos.

Nós, da IRPE Perícia e Consultoria Contábil, vivemos bem esse contraste de gerações. Uma parte significativa da equipe viveu intensamente esse cenário de idas aos foros, processos físicos e volumes empilhados. A parcela mais jovem iniciou a atuação profissional em um Judiciário predominantemente digital. Agora se inserindo no uso competente e responsável da Inteligência Artificial (IA), mais um ágil e eficiente auxiliar tecnológico, desde que bem usado.

Esse encontro de experiências cria um ambiente muito rico: troca de histórias, aprendizados práticos, visões diferentes sobre a rotina pericial — e, principalmente, respeito pela evolução do nosso trabalho. Isso prova que o processo de mudança é permanente. A sociedade evolui, a Contabilidade, enquanto Ciência Social aplicada, precisa identificar e responder aos desafios que a sociedade lhe impõe. A Perícia Contábil, uma área e campo de atuação profissional da Contabilidade, também evolui.

Hoje, o cenário é outro. Com a digitalização dos processos judiciais, a rotina da perícia passou por uma transformação profunda:

✅ Acesso remoto aos autos;
✅ Consulta simultânea por diferentes profissionais;
✅ Maior agilidade na análise documental;
✅ Redução de custos operacionais;
✅ Mais segurança e rastreabilidade das informações.

Isso não significa que o trabalho ficou mais simples — pelo contrário. A tecnologia trouxe novos desafios, como organização digital, volume de dados e constante atualização técnica. Todavia, sem dúvida, otimizou o tempo, e permitiu que o Perito concentre seus esforços no que realmente importa: a análise técnica, criteriosa e fundamentada, para produzir provas técnicas que subsidiem os processos decisórios dos interessados no trabalho pericial.

Agora, um causo da “Irpe”: em 2024, o Perito Ivam foi nomeado em um processo na 3ª Vara da Fazenda Pública de Santos. O Diretor do Cartório ligou, perguntou se o Perito Ivam aceitava a nomeação, mas informando que os autos eram físicos, e que o Perito precisaria ir lá buscar os volumes. A nomeação foi aceita, e Letícia, nossa Assistente, foi a Santos, pegou o processo e trouxe ao escritório. Analisamos, fizemos a petição de aceitação combinada com a apresentação do plano de trabalho e orçamento de honorários. Depois, Letícia voltou lá, para devolver o processo e fazer o protocolo físico da petição. Essa é real e atual, direto do Túnel do Tempo.

A ida ao fórum hoje faz parte dos bastidores, das exceções ou das boas memórias de quem viveu essa transição. E olhar para trás ajuda a valorizar o quanto evoluímos.

E você, também viveu essa fase dos processos físicos, ou já começou atuando na era digital do Judiciário?

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Maíra Chibante Santostaso
mairacs@irpe.com.br

Fabíola D´Agostini Peleias
fabioladp@irpe.com.br

Ivam Ricardo Peleias
ivamrp@irpe.com.br

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